Em Portugal há duas espécies de cuco
O Cuco RABILONGO (CLAMATOR GLANDARIUS) Ave muito pouco conhecida como Cuco, com Plumagem muito deferente do cuco canoro, e o canto também muito deferente, o Canto do CUCO RABILONGO é do tipo de um mero (palrar), mas a sua propagação é parecida ao Cuco canoro.O Cuco Canoro (CUCULUS CANORUS) o mais conhecido pelo canto característico CU-CU
Em Portugal o canto do cuco Canoro faz-se ouvir sobretudo de finais de Março a meados de Junho. O nome "cuco" é onomatopaico e deriva do facto de o canto do macho ser composto por uma sequência de duas notas, que soam como "CU-CU".
O cuco é uma ave migradora: reproduz-se na Europa e inverna em África.
O cuco não constrói ninho, a fêmea do cuco põem os seus ovos nos ninhos de outras aves, nomeadamente de pequenos insectívoros. Tirando alguns ovos lá existentes.
Sendo a ave desse ninho a chocar os ovos junto aos seus e alimentar o jovem cuco.
Ditado antigo diz que a fêmea do cuco põe só um ovo em cada ninho de outros pássaros. Nos ovos existentes no ninho come um ou dois, e faz a sua postura, e continua a fazer o mesmo em vários ninhos até finalizar a sua postura. Tendo as aves de cada ninho de se encarregarem de chocar o ovo do cuco juntamente aos seus.
O tempo de encubação do cuco é mais curto em relação aos outros pássaros, isto quer dizer que nascem primeiro.
O cuco ainda recém-nascido com o corpo empurra para fora do ninho tudo que lá existe, (os restantes ovos), ficando só ele no ninho.
O cuco é alimentado com insectos (aranhas, besouros, formigas, borboletas, lagartas e larvas, etc.)
Os Passarinhos que construíram o ninho e agora são os seus pais adoptivos, alimentam a cria do cuco até esta estar pronto a voar.
O que se torna muito interessante visualizar, é a fase de crescimento da cria do cuco, chega ao ponto de a cria ser o dobro ou o triplo do tamanho dos Pais adoptivos. (Passarinhos que o alimentam).
Os Passarinhos que o alimentam , mesmo assim com tamanha diferença de tamanho, não deixam de o alimentar como de um filho seu se trata-se.
E assim se propaga esta Ave (CUCULUS CANORUS), que em tempos passados em que os Povos das Aldeias viviam muito do trabalho do campo, tinham nesta ave e mais duas como sinal do princípio das sementeiras.
A tradição era a seguinte; quando nesse ano se ouvisse o canto do CU-CU (CUCULUS CANORUS), da Rola Brava (STREPTOPELIA TURTUR), e da Poupa (UPUPA).
Diziam o Seguinte; ROLA A ROLAR, CUCU A CUCAR, POUPA A PUPAR, pega no fole e vai semear.
Toda a Gente desde os mais velhos aos mais novos sabia deste ditado Popular.
Queria tudo isto dizer que a primavera tinha chegado e com ela o tempo propício do lançamento das sementes á terra.


























